A presença de Deus


por Luiz Henrique Matos

Tem um fato que frequentemente me faz parar para pensar (na verdade não é só um, são até muitos, mas é que hoje eu queria falar sobre esse, entende?). Trata-se do capítulo 14 no livro de João, que relata a situação em que Jesus, mais uma vez, diz que seu tempo está acabando, que Ele vai para junto do Pai, que já já o Juizão apita o fim do jogo. E ainda assim os discípulos não entendem e questionam sobre o Pai de quem Jesus tanto fala e com toda paciência do mundo (e do Espírito também), Jesus responde: “…Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.9).

Jesus está tentanto mostrar que Ele precisa realmente ir, que a profecia precisa ser cumprida e que finalmente, a libertação do povo só virá, se Ele morrer. Mas a turma não entende, choraminga, coça a cabeça, é difícil.

E em seguida Ele continua explicando sobre a sua ida, mas tem algo específico nesse texto que mostra um dos maravilhosos presentes – como sempre – imerecidos que Deus nos deu como consequência da morte de Seu Filho. Veja só:

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (João 14.15:17).

Jesus nos diz que o terceiro “elemento” da trindade divina, o Espírito de Deus, habita e está nos que creem. Isso significa, por exemplo, que assim como temos uma sombra, temos Deus ao nosso lado, ou melhor, em nós o tempo todo (ai ai ai, péssima comparação).

Agora, pensando e falando de forma franca: qual é o nosso hábito de oração? Oramos um pouquinho pela manhã e outro tanto antes de dormir? Nos dirigimos a Deus como se precisássemos invocar algo longe, distante, que demora alguns segundos para chegar e ouvir o nosso “desabafo” diário, nossas lamentações, alguma adoração e vá lá um agradecimento-padrão, que mais parece um memorando.

Deus não é um entregador de pizza, pedido de oração não vem por “delivery”. Deus é algo presente em nossas vidas, Ele está em nós. Nossa conversa com o Senhor deve ser algo intimo e constante, em todo tempo, em comunhão.

(Ah sim, só uma pausa para uma pequena observação. No dicionário Michaelis, a palavra “comunhão” está diretamente ligada a uma outra, “comungar”, que tem como um de seus significados: Ter entrada ou parte em; participar).

Por favor, não me entenda mal. É importante sim, nos prostarmos em silêncio, em nosso quarto, com nosso Deus. Isso deve vir como um derramamento, uma humilhação diante dEste que tanto fez por nossas vidas. Nessa hora, temos um “tempo” só nosso para o amado Pai, nosso descanso, nossa adoração a Ele. A Bíblia fala bem sobre isso. O que quero dizer, é que precisamos pensar mais em Deus, estar mais com Ele, compartilhar nossas dúvidas, pensamentos, desejos, anseios, alegrias, frustrações, louvores, ou seja, tudinho, podemos e devemos colocar diante dEle a qualquer hora, em qualquer momento. Deus nos ouve, nos vê e acompanha em todo o tempo (veja Provérbios 5.21 – o versículo de ontem).

Fique com Deus, literalmente.

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