Conjugando a guerra


por Luiz Henrique Matos

Eu sei que tudo já “acabou” e pra falar a verdade, eu nem queria ficar enchendo a paciência (minha e dos outros) com esse assunto. Mas tem sempre aquele sininho que fica martelando: “escreve, escreve, escreve”, então num ímpeto de protesto, aí vai uma compilação de fatos, somente fatos, sobre a guerra.

Pretérito

Depois de acabar com a ditadura de Sadam Hussein e dominar o país, os Estados Unidos suspenderam seus embargos ao Iraque e apresentaram uma resolução à ONU para suspender também as sanções impostas durante a guerra do Golfo (início da década de 90) e permitir a retomada das exportações de petróleo. O curioso é que essa “bondade” norte-americana surge no momento em que os próprios Estados Unidos controlam a política iraquiana e coordenam a escolha da nova liderança do país.

A coalisão montada por Bush e pelo premiê inglês Tony Blair “libertou e salvou” o Iraque das mãos do maquiavélico Sadam Hussein e venceu o terrorismo das tais armas de destruição que se instalava a quase três décadas naquele país. Em outro ponto do globo, o insano ditador da Coréia do Norte Pyongyang (país rotulado por Bush como um dos participantes do “eixo do mal” junto com o Irã e o próprio Iraque), rompeu com o tratado de não produção de armas nucleares, ameaçou atacar a China, a costa leste dos Estados Unidos, a Coréia do Sul e o Japão com as tais armas e disse que não vai retroceder em suas decisões. O governo norte-americano respondeu que podem resolver a questão norte-coreana de forma diplomática.

O governo norte-americano diversas vezes declarou que apesar de George W. Bush (presidente), Dick Cheney (vice-presidente) e Condoleeza Rice (secretária nacional de segurança) serem antigos profissionais de alto escalão na indústria petrolífera dos Estados Unidos, a guerra, em nenhum momento, tem ou teve interesse no petróleo iraquiano (que por acaso é o segundo maior produtor mundial dessa matéria). Agora, no pós-guerra, a empresa da qual Dick Cheney foi executivo antes de assumir seu atual cargo no governo, será uma das responsáveis pela reconstrução do Iraque, cuidando do controle/administração do, adivinha, petróleo.

Presente

Hoje (08/05/2003), a agência de notícias Reuters divulgou que um parlamentar norueguês apresentou os nomes de George Bush e Tony Blair para o Prêmio Nobel da Paz, elogiando-os por terem vencido a guera no Iraque (bem, nesse parágrafo qualquer comentário é dispensável, exceto pela incompatibilidade encontrada entre as palavras “guerra” e “paz’).

O metodista George Bush usou, dentre outras coisas, o cristianismo e a religião para justificar o ataque e declarar a guerra do “bem” contra o “mal”. O bem, nesse caso, são os Estados Unidos e seus aliados, nação cristã e moralista. O mal, é o Iraque, país de esmagadora maioria islâmica e que vive uma bagunça de tribos e ramificações muçulmanas.

Uma curiosidade nesse ponto é que são justamente os muçulmanos fundamentalistas que pregam, aceitam e defendem a Jihad (guerra santa) e declaram que os mártires desses ataques serão recompensados por Alá. E justamente numa contrapartida, é no cristianismo que encontramos os dez mandamentos dados por Deus a Moisés no Antigo Testamento, que foram (perfeitamente) resumidos por Jesus no Novo Testamento em apenas dois, sendo o segundo deles: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (livro de Mateus, capítulo 22, versículo 39).

Futuro

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