Discípulos!


por Luiz Henrique Matos

Em alguns momentos tento pensar como um ateu. Não que eu tenha alguma tendência a isso, tenho na verdade curiosidade em enxergar a vida e todas as circunstâncias que nos cercam partindo da ótica de alguém que não acredita em Deus. Como deve ser exercitar a consciência em busca de uma resposta racional para algo tão grandioso como a criação? Fico imaginando a nuvem negra que Satanás coloca diante dessas pessoas, não permitindo que vejam e sintam aquilo que habita dentro delas: o sopro da vida.

O mundo e tudo o que nele há, o firmamento, a natureza, o homem, pode-se realmente acreditar que tudo foi “auto-desenvolvido” de acordo com uma teoria evolucionista?

Confesso que por algum tempo, no princípio de minha conversão, minha grande luta espiritual era pender para a incredulidade. Tantos livros, tantas filosofias, idéias… me fizeram cego para por vezes imaginar que explicações humanas eram realmente mais fortes do que a afirmação e soberania divina (claro que eu não tinha essa conclusão naqueles momentos). Mas um dia Deus me levou a Hebreus 11:1 e 3:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê”.

E então, passei a entregar minha oração ao Senhor dizendo a Ele que não me importavam as teorias científicas, não eram provas racionais que me fariam crer, eu gostaria viver pela fé, crendo somente nele e tendo Jesus como meu Salvador. Depois disso pude sentir o “toque” do Espírito Santo sobre minha vida, passei a ter experiências íntimas com o Pai e viver sentindo sua presença em mim.

Pude contar com a misericórdia de Deus e hoje imagino sob essa ótica “racional” se Deus fosse realmente uma criação humana, como dizem os ateus, um mito inventado pelo homem pela necessidade de apegarmo-nos a algo sobrenatural, que nos livre do medo da morte e firme nossa vida em um sentimento de esperança.

Vemos em nossos dias um número cada vez maior de pessoas apegando-se a religiões distintas como espiritismo, candomblé, budismo, islamismo, etc. Pessoas buscando de alguma forma uma “fonte” espiritual que supra suas necessidades, que preencha o vazio que tornou-se sua vida. E a religião a que se apegam não se firma apenas em denominações, há outros tantos que buscam suprir essa carência nas drogas, cristais, luzes, aromas, bares, festas, orgias, jogos, ou seja, todo e qualquer vício que lhes encubra ou disfarce a falta que lhes faz aquilo que não sabem que tem.

E essa carência que todos nós temos é de ninguém mais do que Jesus. Ele é a Verdade, o Caminho e a Vida (João 14:16), é o poder capaz de nos preencher e de satisfazer todas as nossas necessidades. A única coisa de que realmente precisamos.

Nascemos com o sopro da vida em nossas narinas. Deus nos cria e enquanto vivemos como crianças somos inocentemente puros e perfeitos aos seus olhos. Mas crescemos e desviamos nossos passos do caminho traçado por ele para nós e quando tiramos Deus de nós, esse vazio não pode ser preenchido por outra coisa que não seja Ele mesmo. Esse espaço é “propriedade exclusiva do Senhor” (como dizem aqueles adesivos colados em carros) e esse espaço é o nosso coração – a única coisa que ele quer de nós.

Deus não quer nossos dons, não liga para nossa aparência, roupas novas, gel nos cabelos ou a chapinha feita antes dos cultos. O Senhor não quer saber se nós temos um português adequado, faculdade de teologia ou curso de oratória. Ele não quer de mim esse texto que você lê. Deus quer nossa dedicação, nosso amor, nossa entrega. Isso é a prova de nossa fé, nos entregarmos a ele, acreditando que Jesus é nosso único e ‘suficiente’ salvador.

Sabemos porém que o inimigo, com o objetivo de “matar, roubar e destruir”, trabalha intensamente procurando desviar o nosso entendimento da direção do caminho verdadeiro e nos apresenta essas “religiões” com seu propósito maligno.

E por amor a nós, o Senhor não interfere nessa jornada a menos que lhe peçamos isso. Deus não nos toma de maneira brusca, ele não faz em nosso lugar, ao contrário, ensina-nos a direção em que devemos caminhas. Nosso Pai quer que todos aprendamos a crescer como filhos e servos. Ele não quer nos ver sofrendo, ao contrário, ele quer nos ver amadurecendo, como um fruto planejado em seus sonhos e semeado em seu coração.

Para tanto ele levanta aqueles que já conhecem e estão conhecendo a Jesus para serem instrumentos limpos em suas mãos. Ferramentas dele para evangelizar, proclamar e levar o seu sonho aos povos, todos os povos.

Você e eu já temos essa consciência e sabemos o que as pessoas verdadeiramente tem buscado em suas práticas pagãs, mas estão cegas pela armadilha do diabo. E cabe a cada um de nós (não só um ou outro), obedecer à convocação de Jesus que nos disse “ide” (Marcos 16.15), mas também praticar seu santo mandamento que diz “ame-os como você ama a si mesmo” (Mateus 22.39).

E Deus nos capacita para esse chamado. Você tem um talento, um dom, uma vocação, derramada por Deus sobre sua vida, para ser um instrumento nas mãos dele. Ele quer usar os nossos lábios, nossos braços, nosso intelecto para seu louvor. É para isso que existimos, esse é o propósito da fé, não apensar tê-la para crer em Deus, mas que essa fé produza obras frutíferas para o reino: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2.26).

Nascemos para ‘adorar’ e ‘servir’ ao Deus vivo.

Vemos ultimamente que nossa geração tem sido tocada com um propósito de adoração muito forte. Em todos os países pode-se observar o surgimento de ministérios abençoados que chamam os filhos de Deus para buscar sua face e seu reino antes de tudo. Experiências novas, a plenitude do Espírito, isso é prova de um anseio que o povo de Deus tem tido pela sua presença, sede e fome por mais de dele, assim como Moisés que buscava incessantemente ver a face do Pai. Essas experiências nos preenchem de sua maravilhosa presença e fortalecem nossas vidas para a caminhada da fé. É o nosso relacionamento com o Senhor no aspecto da adoração.

Mas não podemos ser negligentes com o segundo ponto, o de servir a Deus. E servir a Deus não é somente estar dentro da igreja, cumprindo os protocolos e burocracias religiosas. Precisamos cumprir o mandamento de amar o nosso próximo (vamos deixar claro que o próximo não é só o nosso irmão em Cristo, mas toda a criação de Deus na Terra) e levar Jesus a todos os que não o conhecem, assim como alguém fez conosco um dia.

Suponha por um instante que você ainda não conheça a Jesus. Gostaria que algum amigo seu soubesse a Verdade e não a compartilhasse com você? È disso que Jesus fala. Se estamos dispostos a seguir o mandamento de Deus, devemos praticar o amor do Senhor.

E como podemos dizer que amamos alguém se não partilhamos com ele a coisa mais importante de nossas vidas?

Amar a Deus requer compromisso e obediência à sua palavra.

“Fiel é esta palavra: Se, pois, já morremos com ele, também com ele viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo. Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (II Timóteo 2:11-13 e 15).

“E o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás por cima, e não por baixo; se obedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, para os guardar e cumprir, não te desviando de nenhuma das palavras que eu hoje te ordeno, nem para a direita nem para a esquerda, e não andando após outros deuses, para os servires” (Deuteronômio 28:13-14).

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