Uma fogueira embaixo d’água


por Luiz Henrique Matos

“Acende o fogo em mim…” a música tocava no rádio enquanto eu dirigia de volta para casa. Um dia típico em que São Paulo faz jus à sua fama. Muita garoa, céu cinzento e um congestionamento que põe em prova a paciência de qualquer cristão.

A música, confesso, não surtia efeito em meu pensamento que vagava longe, depois das oito horas de batente em uma sexta-feira. Liguei o “piloto automático” e seguia de volta para casa em meu 1.0.

Subi então um viaduto e enquanto repetia-se o verso da música, cheguei ao ponto alto daquela pista e lá no fundo uma nuvem era atravessada por um persistente raio de Sol, formando um tímido arco-íris.

Gosto de contemplar a criação de Deus. A igreja em que minha esposa e eu somos membros fica no sudoeste do estado e enquanto trilhamos os quase trezentos quilômetros de nossa casa até lá, é visível nas paisagens naturais, a obra do Senhor que cresce com Sua autorização e providencia formando florestas, com a combinação tão majestosa do verde e seus vivos tons.

Quantas vezes já não vi um arco-íris? Centenas, eu sei. Mas é uma agradável surpresa presenciar um milagre em meio à selva de pedras da capital e esse tão lamentável amontoado de cinza com suas gélidas variações.

“Estabeleço convosco a minha aliança: Não mais será destruído tudo o que tem vida pelas águas do dilúvio; não haverá mais dilúvio para destruir a terra. E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, por gerações perpétuas: O meu arco tenho posto nas nuvens, e ele será por sinal de haver uma aliança entre mim e a terra. Sempre que eu trouxer nuvens sobre a terra, e aparecer o arco nas nuvens, eu me lembrarei da minha aliança, que está entre mim e vós e todos os seres viventes de toda a carne. As águas não se tornarão ais dilúvio para destruir tudo o que tem vida” (Gênesis 9:11-15).

Obrigado Senhor! Estamos em 2004 d.C., até onde sei a declaração de Deus a Noé em Gênesis aconteceu há alguns milhões de anos e ainda assim, Sua aliança é real, intensa e fixa diante de meus olhos. Sob a gélida chuva que cai, eu não resisto e meu espírito declara: “Eu me rendo… vem Senhor, acende seu fogo em mim!”

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