Donald Miller – Fé em Deus e pé na tábua


Through Painted Deserts

Through Painted Deserts

Quando termino de ler algum livro, é como se uma fase diferente terminasse em minha vida. Desde sempre foi assim, mas até hoje nunca havia me dado conta disso. Quando termino de ler algum livro de que gosto, eu preciso ainda de alguns dias para voltar à antiga realidade e assimilar as marcas – sutis ou profundas – que aquela experiência produziu em mim.

Li o primeiro livro de Donald Miller, “Fé em Deus e pé na tábua”, sem muito entusiasmo até a primeira metade – o que me fez demorar mais do que o normal para concluir a leitura. No começo, achei a história cheia de detalhes desnecessários e sem significado. Mas depois de narrada a experiência no Grand Cannion, comecei a me apegar ao livro. A partir dessa altura, o autor começa a detalhar suas reflexões e o ensaio vai tomando forma no contexto de sua história (dois amigos, ele e Paul, que resolvem deixar a vida no Texas e viajar em uma Kombi pelo interior dos Estados Unidos até chegar no Oregon), com tudo se ajeitando e as conclusões ficando mais claras.

Admito que ainda prefiro o segundo livro, “Como os pingüins me ajudaram a entender Deus”, que li no começo do ano passado (e é muito bom apesar do título que a editora deu para a versão em português) e está sendo adaptado para o cinema, numa parceria entre o próprio Miller e Steve Turner, autor de “Cristianismo Criativo?”.

Ultimamente, seus livros estão entre meus preferidos. Suas idéias não são novas, já as li em outros autores e, se consideradas apenas do ponto de vista teológico, não se aprofundam. Mas ele mesmo afirma que não quer falar de teologia, mas de um ponto de vista. E em seu ponto de vista e, muito mais, no estilo de escrita, Donald Miller é um grande autor. Seu texto tem a qualidade e o ritmo que poucos autores conseguem atualmente – e nenhum entre o que escrevem sobre espiritualidade. É o tipo de influência que os “artistas cristãos” (seja lá o que isso signifique exatamente) precisam em nossas igrejas.

No mais, resta torcer (e fazer alguma ‘pressão’) para que a Thomas Nelson, editora do escritor nos EUA com sede no Brasil, se habilite a publicar outros de seus livros em português (“To Own a Dragon”, “Searching for God knows what” e “A Million Miles in a Thousand Years” ainda não lançado nos EUA).

Aos interessados em materiais produzidos pelo escritor, recomendo o site oficial (www.donmillerwords.com), a revista eletrônica dirigida por ele (www.burnsidewriterscollective.com), seu blog (www.donmilleris.com) e, mais recente, o twitter (www.twitter.com/donmilleris).

Conseguindo, postarei por aqui alguns trechos que destaquei enquanto lia.

– LHM

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