Cenas domésticas: hora de nanar


por Luiz Henrique Matos

Era noite, todos cansados, a família toda deitada na cama de casal, as luzes apagadas e uma fresta da janela aberta mostrava o céu escuro com as poucas estrelas que a cidade grande permite ver. A Nina, como sempre, estava deitada no “meínho” (como gosta de dizer) e, contrariando o desejo dos pais, teimava em não dormir. Depois da bronca derradeira, ela silenciou por um instante e tentou o último diálogo:

– Mamãe?
– O que é, Nina?
– Tá esculo?
– Tá…
– Tá noite?
– Tá…
– O céu já tá dumindo?!

Quem resiste?

5 comentários sobre “Cenas domésticas: hora de nanar

  1. Minha filha ainda não fala tão bem, mas fica também no meio da gente dizendo coisas para nos fazer levantar, tipo:

    Eu quiia agua
    Eu quiia coco

    Eu sei que é papo furado, mas nunca resisto e sempre pego a água ou levo ela para o banheiro.

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    • Cara, obrigado pelo seu comentário. Fico contente em saber que não sou o único pai “babão” que ainda se arrisca a expor a corujice. Tenho visto o seu e você certamente ganha de mim nesse quesito :) Grande abraço e parabéns pela família.

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