Papel passado


Não tem nada a ver com minha viagem recente, mas o fato de ter voltado de lá há pouco mais de dez dias me fez lembrar de uma notícia que li no The Guardian por esses dias a respeito de um carteiro italiano que foi preso após a polícia encontrar em sua casa cerca de 400 kg de cartas não entregues. Segundo o próprio, ele ficou três anos sem entregar as correspondências como forma de protestar contra o baixo salário que recebia.

Me espanta saber que na era do WhatsApp e outros mensageiros, quando o fax já desapareceu e até o e-mail já é dado como morto, ainda exista tanta gente que se encarregue de postar cartas à moda antiga. E há quem entregue. Chego a suspeitar do motivo real do Jaiminho italiano, acreditando que pretendia, no fim, tentar provar o valor e sua função. Ou talvez seja ele um nostálgico, entusiasta da velha arte da escrita à mão, temendo pelo fim do meio em que atuava.

Ano passado, durante uma semana de férias no interior, fui com a Nina a uma agência de correio.

(… continua no site do Estadão).

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