Cenas domésticas – A dura realidade

– Mas Nina, eu preciso ir tomar banho e lavar os cabelos.
– Não lave, Isa. Fique aqui, brincando comigo.
– Mas meu cabelo está oleoso, Nina.
– O da minha boneca também.
– Mas ela é de mentira.
– Assim você me magoa, Isa. Para mim, ela é de verdade.
– Mas é a realidade, Nina.
– Sua realidade não pode ser um pouco menos verdadeira?

A verdade de que precisamos

Quando falo de Deus, estou falando sobre a fonte de toda a verdade, seja qual for o rótulo que ela contenha, seja quem a pronuncie ou onde quer que ela seja encontrada – num laboratório ou numa catedral, no barzinho da esquina ou em Marte.

Isso é importante porque, para muitos, em algum ponto do caminho a realidade foi dividida entre o secular e o sagrado, o religioso e o banal, o santo e o comum – ficando subentendido que se pode falar de um ou de outro mas não de ambos ao mesmo tempo.

Esse entendimento des-integrado da realidade — aquele que coloca Deus de um lado e não do outro, aquele que divide o mundo em dois compartimentos — é letal, nos desliga das profundezas e nos separa da fonte.

Porque às vezes precisamos de um médico, às vezes precisamos de um poeta. Às vezes precisamos de um cientista, e outras vezes precisamos de uma canção.

(Rob Bell, no livro Do que nós estamos falando quando estamos falando sobre Deus)

Quando outros desenham o que gostaríamos de escrever

E quando “outros” quer dizer Bill Watterson, é bom admitir que nunca seríamos capazes de tal primor.

 

BillWatterson