Enquanto a gente se distrai, o tempo foge

Amigos, estou lançando meu primeiro livro.

Desde criança, gosto de escrever. Acho que sempre foi o jeito que encontrei para entender, organizar e expressar os pensamentos. E acho que não tenho muitas lembranças da infância em que eu não esteja com uma bola, um livro ou lápis e papel no bolso.

(Considerando minha desastrosa virtuosidade com a bola nos pés, restou a esse falido gandula passar as tardes mergulhado em histórias e jogando com palavras).

E o livro é mais um jeito de juntar algumas dessas ideias em uma coletânea de crônicas que tem como temas centrais a paternidade, o cotidiano e espiritualidade.

Estará nas lojas semana que vem, em formato ebook (editado pelo Tiago Ferro e equipe na e-galáxia), terá essa capa bonita da imagem abaixo, com o título “Enquanto a gente se distrai, o tempo foge” estampado numa bela arte criada pelo Dogura Kozonoe.

No dia do lançamento, posto mais detalhes por aqui. O que eu queria agora era poder compartilhar e comemorar essa novidade com vocês que sempre fazem a gentileza de ler as bobagens que escrevo :-)

Até!

 

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Vem aí!

O primeiro livro deste que vos tecla :-)

Darei mais notícias em breve por aqui (ou, se preferir ser alertado por e-mail, digite seu endereço na caixa de cadastro aí na barra lateral).

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10 anos de blog

Esperei quase um ano por esse post e finalmente, quando chegou a data de escrevê-lo, tive um lapso e me esqueci. Então, aqui estou, quatro dias atrasado para minha tão esperada mensagem de auto congratulação.

Nessa exata semana, em 24 de fevereiro, esse blog completou 10 anos de vida. “E já tinha blog em 2003?” perguntou-me um amigo hoje pela manhã. Tinha blog, movido a lenha, mas tinha. Ainda não tinha Facebook, Twitter, YouTube, Orkut, Gmail e essas coisas. Não tinha iPhone também. Eu escrevi os primeiros textos num PC 486 no laboratório de informática da faculdade.

Muitas outras coisas aconteceram nesses 10 anos. Eu me casei com a Manú (um mês depois de o blog ter ido ao ar), compramos uma casa, tivemos a Nina, viajamos, construímos uma etapa da nossa nova vida como família. E tal como muda a vida, mudam também as crenças. Perdi algumas convicções que pareciam tão sacramentadas e passei a defender sanguineamente outras tantas que hoje me parecem claras.

Cheguei a pensar, em virtude dessas bodas, em mudar tudo por aqui. Porque a verdade é que já não acredito – até me envergonho – nas coisas que escrevi em 2003. Pobre rapaz, como eu podia pensar daquele jeito? Outro fato é que já desde o começo notei que o nome Missão Virtual não significa nada e estampá-lo no topo dessa página junto com meu nome seria algo como ter montado uma banda na adolescência e ter que lembrar, décadas mais tarde, que Paralamas do Sucesso não quer dizer muita coisa.

Pensei então em fazer um blog novo, com nome novo, design novo e essas coisas que aspirantes se empenham em fazer em suas páginas. Mas desisti. Desisti porque daqui outros 10 anos é bem provável que eu queira jogar no lixo os textos de agora e é perfeitamente possível que eu condene qualquer novo nome que esse blog venha a ter.

A boa verdade é que os anos passam, nós amadurecemos (assim se espera), mudamos e adquirimos perspectiva. Reler as crônicas que registrei por aqui uma década atrás me faz perceber que todo o deslumbramento com a fé tão recente e a novidade da transformação que isso causava em mim eram apenas o primeiro passo de uma jornada que vem se revelando mais interessante, complexa e transformadora a cada dia.

Então, deixe tudo aí, para que eu me envergonhe e também me lembre. Para que existam testemunhas, para que a caminhada tenha sua trilha. E se esses 10 anos são uma história a ser contada, ela precisa ter algum registro.

Bom, pelo menos até que eu mude de ideia.

Não sei em que fase dessa caminhada você chegou por aqui, mas quero agradecer a boa companhia. Vamos em frente, por outros anos mais.

Um abraço sincero,

Henrique


Atualização (20/7/16):

  1. Algum tempo depois desse post, o blog mudou de nome. No lugar de Missão Virtual, agora estampa um Correndo atrás do vento no título.

Falar sobre escrever não é escrever

Os dias vão passando e esse espaço continua no vácuo, sem posts, sem textos novos. Peço desculpas, caso alguém aí alimente qualquer expectativa sobre isso aqui. Quando me sento em algum canto da casa com a intenção de colocar algo no papel, tudo o que consigo reunir é um punhado de anotações breves que não dariam meio texto sequer.

Ando vazio. Tal como o blog, a pasta de rascunhos no laptop, o aplicativo de notas do celular – ah, essa modernidade… – e o caderninho que ganhei da Manú como um presente para me incentivar.

Li, hoje, uma citação do americano E.L. Doctorow no blog do Sérgio Rodrigues que traduz um pouco a minha inversão de valores:

“Planejar escrever não é escrever. Traçar o projeto de um livro não é escrever. Pesquisar não é escrever. Falar com as pessoas sobre o que você está fazendo, nada disso é escrever. Escrever é escrever.”

Talvez valha dizer que publicar um post sobre o problema de não escrever também não é escrever.

Tentarei mudar esse quadro.
Abraços.

Aniversário

Não que interesse a alguém, mas só para constar, eu registro: há sete anos, numa tarde lá em casa, esse blog entrou no ar.

E tanta coisa mudou.

Versos infantis – a filial

Já se passaram dois anos desde que a experiência da paternidade mudou a minha vida. E se mudou tanto em casa, em mim, na maneira como encaro a vida e no resto das coisas todas, é evidente que mudaria também algumas coisas na maneira como me expresso. E esse blog é a forma mais pública e transparente dessa expressão.

Por isso, desde o nascimento da Nina, textos sobre paternidade, pequenos poemas e crônicas da vida doméstica começaram a ser publicados aqui também. E foi justamente daí que surgiu uma ideia nova. A Manú e eu juntamos corujice, a dinâmica e a interatividade da internet e a coleção de frases de crianças que ela mantinha num caderno há um tempão e montamos um blog novo, o Frases de crianças.

Ainda estamos testando alguns recursos, mas já está bem bonitinho. A ideia é publicar as frases, vídeos e cenas engraçadas dos nossos pequenos. E quando falo “nossos”, falo de todos mesmo. A intenção é ter um blog colaborativo, com conteúdo e textos enviados pelas pessoas que passarem por ali.

Veja algumas pérolas da categoria “Orações” (só pra manter a linha cristã por aqui):

“Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já tem?”

“Pai nosso que estás no céu, ave-maria cheia de graça, santificado seja o ouviram do Ipiranga as margens plácidas…”

O endereço é: http://frasesdecriancas.blogspot.com.

E se você quiser colaborar, deixe lá um comentário, siga o blog no Twitter (twitter.com/frases_criancas) ou escreva para o email frasesdecriancas@gmail.com.

Nos vemos por lá também.

Senta que lá vem história

por Luiz Henrique Matos

Estão compilados nesse post os textos escritos antes de o blog entrar no ar.

Levante-se, você está curado!

“Em Listra estava sentado um homem aleijado dos pés, coxo de nascença e que nunca tinha andado. Este ouvia falar Paulo, que, fitando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés. E ele saltou, e andava.” (Atos 14.18-10).

A afirmação dessa mensagem é que a cura de uma enfermidade (fisica ou espiritual) nos é dada por Deus como fruto de algo que anteriormente semeamos. Neste caso, semeamos a fé, praticando e crendo no poder de Deus e a partir daí, colhemos as bençãos. Vemos na Bíblia, diversas ocasiões onde isso está ilustrado.

Em uma determinada situação, enquanto caminhava em meio a multidão, Jesus, sentiu que saíra poder de si, virou-se para trás e falou à mulher que lhe tocou: “Filha, tua fé te salvou; vai-te em paz.” (Lucas 8.48). Ela sofria de uma hemorragia havia doze anos e acreditou que se conseguisse ao menos encostar nas vestes do Senhor seria curada. Colheu seu fruto.

Um homem, descrito como Oficial do Rei, foi até Jesus pedir por seu filho que estava para morrer. A Bíblia é clara nessa passagem: “Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus e partiu.” (João 4.50). Ele também colheu seu fruto.

Nas duas ocasiões vemos que o poder de Deus foi liberado, aquelas vidas foram restauradas milagrosamente. Mas antes que houvesse a cura, foi necessária a fé de cada um. A mulher creu que se conseguisse tocar a orla de Seu manto seria curada. O homem simplesmente acreditou na palavra de Jesus e seu filho sarou.

Portanto, tome posse da benção, creia na vitória e tenha em seu coração a certeza de que Deus tem poder para operar em sua vida e na de quem tem precisado de sua oração. Tanto poder e tamanha grandeza que o simples tocar na orla de seu manto já nos cura por completo.

“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê e mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” (João 14.11-13).

Glórias ao Senhor, aleluia!

Levar a Palavra, um mandamento

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Marcos 16.15-16).

Às vezes passamos anos dentro da igreja, fazendo parte da comunidade, comparecendo aos cultos e, acomodados na posição de espectadores, ouvimos as pregações, entoamos o louvor e dizemos “amém” às orações coletivas. Aguardamos o “chamado de Deus”, esperamos pela mensagem do Senhor que nos dará um ministério e nos dirá como e o quê fazer.

De fato, existem dons que Deus deposita em nossas vidas, com o único propósito de serem usados para Sua honra e glória. Mas não podemos rejeitar o mandamento de Jesus para que sejamos disseminadores do plano de salvação e participantes do corpo de Cristo. Levar o evangelho não é um ministério exclusivo de pastores, missionários e evangelistas, mas comprovadamente (como se vê no trecho acima) uma ordem de Jesus a todos os que o seguem.

Sabemos que a palavra de Deus não volta vazia, que o Espirito Santo se encarrega de tocar e semear aquela mensagem no coração de quem a ouve, fazendo com que essa semente não pereça, mas ao contrário disso, fique guardada, esperando um pouco d’água para germinar e crescer como uma árvore e daí em diante gerar frutos…

Além disso, sabemos também que não é de nós que vem a palavra. Quando nos posicionamos diante de Deus e reforçamos nossa intenção de levar adiante a mensagem sagrada e ver a transformação que Ele causou em nossa vida acontecer na de pessoas que amamos, nessas horas, nos conforta saber que o Pai se encarrega de trabalhar por nós. Não somos os responsáveis pela salvação de alguém, somos apenas canais usados como benção na vida de outros.

“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos.” (Isaías 64.8).

É comum questionarmos os metódos de Deus. Porque as pessoas são tão agressivas? Porque reagem de forma tão rude quando só queremos ajudá-las? Porque o simples pronunciar de expressões como Salvação, Jesus, a volta de Cristo, arrependimento, benção, cura e todas essas coisas, não os tocam como tocam a nós? Em algumas horas gostaríamos que passagens como a de Apocalipse 3.20 (“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”) fossem apagadas e que Jesus arrombasse algumas portas e mostrasse a esses ‘teimosos’ o quanto estão cegos.

Mas o nosso Deus é um Deus de amor. Cabe a nós o posicionamento de guerreiros dos céus e pedir a vestimenta para essa batalha (você achou que ia ser fácil?).

De um lado está o inimigo, o ladrão, que lutará com todas as forças para impedir que ganhemos um novo irmão para nossa família. Lembre-se que o maior desafio dessa “briga” é que em um processo de conversão estamos lutando para convencer uma pessoa de que ela está errada, agindo de uma forma que não é boa para a vida dela. Mas ela está feliz com aquilo, tem a imposição maligna sobre sua vida e recebe apoio de todo o mundo para continuar fazendo isso (afinal, a televisão, o rádio, a música, todos agem da mesma forma).

Daí a importância de levarmos uma vida em santidade, com oração e estudo para levar a Palavra da forma correta e sem sofrer com as acusações que satanás tenta apontar. Essa é a armadura!

O outro lado, foge ao campo diabólico e entra no processo de crescimento de nossa espiritualidade. Deus nos coloca diante de situações e provas para ajudar em nosso crescimento. Faz parte da “formação” do nosso Rei para seus guerreiros, permitir alguns desafios, para que possamos aprender coisas novas. Aproveitar a vida de um (futuro) irmão, teimoso, para abençoar a nossa, nos trazendo mais conhecimento, dando mais repertório para uma nova conversa e até experiência nesse novo campo. Deus é conosco!

“E sabemos que todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8.28).

Muitas vezes preciso falar com alguma pessoa sobre qualquer tipo de assunto e me sinto incomodado pelo Espirito Santo a falar de Jesus àquela vida. Tento de toda forma me convencer de que não é um momento propício, mas Deus conduz a conversa para cair justamente em assuntos ligados à espiritualidade, religião, igreja ou algumas vezes, diretamente sobre alguma enfermidade ou sofrimento pessoal. Reconheço que não sou um conhecedor da Bíblia e sei que estou longe de sê-lo, mas é engraçado como no momento certo, os versículos “brotam” de minha boca e naquele momento tenho a plena convicção de que não sou eu quem estou falando aquilo (eu sei que isso não acontece só comigo…).

Ah mas o Pai nos abençoa, Ele nos capacita e nos unge para essa batalha. Aceitar desafios feitos por Deus é um ato de fé, é seguir a afirmação de Tiago 2.26 que nos diz: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. E para não deixar mais dúvidas, a palavra Obra no dicionário Aurélio quer dizer: “Efeito do trabalho ou da ação; Ação, efeito.”

Ter fé é acreditar sem ver e o que Deus nos diz é que não há como simplesmente acreditar com o coração e não tomar alguma atitude diante disso. Seria como acreditar na ressureição de Jesus Cristo, sem reconhecê-lo como Salvador.

“Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11.40).

Abraão saiu da terra onde vivia para morar em um lugar afastado. Abraão acreditou que teria um filho depois dos 70 anos com sua mulher que era estéril. Abraão levou Isaque, seu filho, ao alto do monte para sacrificá-lo por amor a Deus. Abraão creu e viu o poder de Deus.

“E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.” (Marcos 16.17-20)

A mensagem portanto é: CREIA. Creia que Deus vai agir através da sua vida, creia que Ele tudo pode, tudo faz e é contigo. Cumpra seu papel, leve a palavra de Deus, entregue-se, permita que Deus opere através de você e que o Espírito Santo conduza sua vida.

Não seja um filho rebelde, ao contrário disso, seja obediente a seu Pai, faça exatamente como Ele lhe tem ensinado (lendo a Bíblia), diga a Ele tudo o que tem dado certo e o que tem sido difícil nessa jornada (orando), conviva em paz e alegria com seus irmãos (indo à igreja) e seja um filho disposto a resgatar aqueles outros irmãos, os que estão perdidos (evangelizando).

Maravilhosa soberania

“Estas cousas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16.33).

As lutas nos acometem em alguns dias. Em questão de minutos vemos cair por terra todo sonho e expectativa que nutríamos sobre determinada coisa. Vemos nosso mundo desabar e como Jó, questionamos o Senhor. Não entendemos o motivo, queremos saber o porquê, tentamos entender as “razões” de Deus.

“Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.” (Romanos 7.12).

E dá-lhe Paulo!

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.” (Romanos 7.14-16).

O que podemos nós fazer? De que controle nos sentimos capazes? Precisamos mesmo achar que temos alguma força de reclamar ou agir diante de qualquer situação? Só Deus nos capacita, só Ele tem poder, só Ele opera.

Cansamos de aprender os três atributos de Deus: Onisciência (Ele tudo sabe), Onipresença (Ele está em todo lugar) e Onipotência (Ele tudo pode). Se cremos em Deus, cremos no seu poder e se cremos nesse poder, precisamos reconhecer a sua soberania. Não pode Deus ser soberano em nossas vidas se insistimos em questioná-lo, em criar algum “porém”. Volte e meia nos surpreendemos em dúvidas e contradições sobre fatos, sobre o operar de Deus.

De onde vem e para quem vai a sua entrega? Atire-se, corra, refugie-se no colo, na presença, sob as asas de Deus. Isso é fé! Declare ao Senhor: “Estou aqui meu Deus! Faça como quiser!” Pois saiba que sobre a Rocha, nada se abala.

“Ora, a fé é a certeza das cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem.” (Hebreus 11.1-3).

No livro de Hebreus, quase todo capítulo 11 é dedicado a mostrar e a descrever a fé e seus atributos. São citados exemplos de fé, extraídos do Antigo Testamento, a história de Abel, de Noé, de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Moisés e daí em diante.

Ora, se Deus é o mesmo hoje e sempre, se o nosso Deus é o Deus que criou a terra, o céu e o mar, o Deus que se alegrou com Abel (Gênesis 4.4), que abençoou a Noé (Gênesis 6.18), que profetizou sobre a descendência de Abraão (Gênesis 12.1-2). O nosso Deus é o mesmo desde sempre e devemos crer que Ele faz todas essas obras ainda hoje em nossas vidas!

Dedicamo-nos a estudar e louvar a tudo o que Deus já fez e nos esquecemos de buscar ao que Deus está fazendo. Precisamos clamar pelo mover, pela presença, pela vontade de Deus, porque sabemos que Ele é o Senhor dos exércitos e opera em nosso meio.

Vamos buscar ao Deus vivo, ao Deus do presente ao Deus que nos salva e livra a cada dia. Vamos sentir o Espírito Santo, que nos acompanha em todo momento (João 14.16), vamos conversar com Ele.

Se sabemos que o Espírito de Deus nos acompanha em cada um dos nossos passos, porque vamos dedicar apenas alguns minutos de oração ao dia? Deus aí, do seu lado, com você, fale com Ele, louve, dê GLÓRIA A DEUS em todo o tempo!

“Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.” (1 Pedro 5.6).

Esperar… mas quanto tempo?! Esperar… mas eu preciso agora! Deus nos fala para esperar, esperar por Cairós, o tempo do Senhor, o tempo onde Ele operará com perfeição, sabedoria, amor e nós, só então veremos e, mais uma vez, entenderemos o motivo de tudo isso.

“Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, se não que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3.8-9).

Lembre-se, nenhuma luta, nenhuma dor, nenhuma maldição, tem sequer tamanho diante da imensa glória do Senhor! Ele é o nosso pai, que nos tirou da lama, que nos perdoou, que nos fez novos homens e novas mulheres e que diariamente, nos dá o privilégio da vida e de sua graça.

Que nossas vidas sejam reflexo da obra do Pai. Que tenhamos uma vida “em nome de Jesus”. Que no nome de Jesus possamos trabalhar, no nome de Jesus possamos estudar, nos alimentar, falar, orar (e vez por outra, até escrever para os irmãos). Nada do que fazemos no mundo tem efeito, se não for para honra e glória do Senhor. Antes, devemos ter uma atitude de fé e perseverança, lutando e vigiando contra as ciladas do inimigo.

“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos verdade.” (1 João 1.5-6).

Mas (glória a Deus), o texto continua:

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1.7).

Apartemo-nos do mal e deixemos que o Senhor opere em nossas vidas. O “mal” aqui citado não é apenas o mal das obras carnais e mundanas, os pecados escandalosos que repudiamos e evitamos. O “mal” dessa ocasião também é o espírito morno, a “fé” desconfiada, a dureza de coração, a teimosia e insistência em querer dizer a Deus qual deveria ser a Sua vontade.

Afinal, seria um esforço tolo. No fim das contas, Ele cumprirá a Sua vontade e não aceitar isso é meio caminho andado para um sofrimento desnecessário.

Vamos exercer a humildade, a perseverança, a obediência e fazer uma entrega verdadeira, reconhecendo a soberania do Senhor. Deixemos que Ele opere e sejamos firmes nos fundamentos e na busca pela Sua palavra e pelo Seu mover nos dias de hoje.

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém.” (Romanos 12.36).

Uma entrega verdadeira

“Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.” (João 10.9).

Quando me converti percebi que Deus me ama. Na verdade, sempre me amou e eu nunca vira, como se estivesse cego e repentinamente passasse a ver. Fui convertido, tocado e comovido pelo amor, pela palavra, pelo poder e pela misericórdia do nosso amado Pai.

Creio que quando nos convertemos não “aceitamos” a Jesus pura e simplesmente, como algo ao qual sempre tivemos pleno acesso e numa certa hora resolvemos fazer proveito. Quando abrimos nossos olhos e nascemos como novos homens e mulheres, nós tomamos plena consciência do amor e da misericórdia do Senhor para com nossas vidas. E choramos, choramos por ver o tempo que perdemos, o quanto desprezamos ao Pai, que nos soprou às narinas, nos deu a vida e esperou com paciência e compaixão por esse momento. Olhamos para nós mesmos e reconhecemos o quanto estávamos perdidos e envolvidos pelo pecado, o quanto estávamos sujos e machucados e o Pai nos perdoou, lavou e sarou nossas feridas.

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.” (Isaías 43.25).

O Senhor sempre nos amou, já pensou nisso? Se por um breve instante consultarmos nossa memória e nosso passado e analisarmos todas as situações que levaram até o momento da nossa conversão, teremos a inevitável reação de “Ah, e não é que é mesmo?”.

Tínhamos um encontro marcado com Deus, um compromisso do qual não poderíamos escapar. Por muitas vezes Ele correu adiante de nós, se colocou parado à nossa frente, de braços abertos, sorriso estampado em sua face gloriosa e dizendo: “Vem meu filho, vem! Corra para os meus braços! Quero te abraçar forte, quero te envolver e te proteger” E nós o ignoramos. Colocamos força em nossas pernas, demos valor aos nossos braços e nos apartamos do pai. Que decepção.

E num dia, do alto de sua glória, com todo seu amor e misericórdia, Ele nos olhou de forma especial, imagino que pensou: “Arrá, agora você não me escapa”. Tocou nosso coração com Seu poder e mandou que os anjos preparassem a festa, porque naquele dia, no livro da vida, estaria escrito o seu nome para nunca mais sair. Glória a Deus!

“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinando, quando nem um deles havia ainda.” (Salmo 139.16).

Ele nos conhece e sabe de todos os nossos passos. Estávamos abundantes na carne e o Senhor nos olhava. Fugíamos e apartávamo-nos da Palavra, gozávamos a falsa paz, o falso amor, a falsa alegria. Estávamos soltos à própria sorte e aos anseios do inimigo, mas o Senhor, ainda assim, nos olhou com amor e teve paciência. Nos ergueu da imundice do pecado, deu uma chacoalhada, bateu o pó, nos carregou no colo e nos conduziu no Seu caminho.

“Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.” (Isaías 41.13).

Entreguemo-nos irmãos ao plano do amor de Deus, o primeiro-amor que nos conquistou e nos converteu. Voltemos nossos corações ao Pai, entreguemos nossas vidas para que Ele faça a obra e entre com sua santa providência. Sejamos fiéis, assim como Ele tem sido, oremos com fé e creiamos que só o Senhor é capaz de nos conduzir. Pelos nossos próprios passos, tropeçaremos e não adianta insistir na queda. Devemos buscar a Deus, para que Ele nos erga e nos abrigue em sua rocha.

Mesmo cristãos, muitas vezes nos percebemos angustiados. Você pode estar se sentindo perdido dos caminhos que Deus preparou para sua vida e por vezes achando que já não há esperança para aquilo ao qual que você tanto tem orado. Mas saiba meu irmão, que o Pai se comove com suas lágrimas, na hora da tristeza e do desespero, saiba que Ele nunca esteve tão perto de você. Você é precioso demais para Deus. Ele sabe o que você está sentindo nesse momento, como você se sentiu há poucos minutos atrás e também já conhece, o dia de amanhã. E Ele se alegra em te abençoar, Deus diz “não temas”. Entregue em suas mãos o fardo que lhe pesa às costas e preocupe-se em buscar ao Senhor.

“Então, darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor e o sirvam de comum acordo.” (Sofonias 3.9).

E como diz o profeta Ezequiel no capítulo 3 de seu livro: Bendita seja a Glória do Senhor!

* Sugiro aos irmãos que não se prendam à referência isolada dos versículos citados. Consultem em suas Bíblias a origem dessa passagem e leiam todo o capítulo, para que haja um entendimento completo da Palavra.

A quem você teme?

“No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (I João 4.20).

Precisamos tomar cuidado com o propósito de nossas orações. Muitas vezes, estamos pedindo “o contrário”, correndo para o lado inverso do propósito de Deus para nossas vidas.

Muitos crentes temem mais ao inimigo do que a Deus. Seu clamor é muito maior para o “livre-me do mal, das dores, dos pesadelos, da injustiça” do que para o caminho da salvação. A nossa cura está no Senhor e se o buscarmos, o encontraremos – “Buscar-me-eis e me encontrareis quando me buscardes de todo o vosso coração” – no entanto, devemos abrir os nossos corações para a intimidade, para o Espírito Santo de Deus presente em nossas vidas em tempo integral, precisamos adorar e servir de maneira incessante. Para encontrar e estar na presença de Deus é necessário um clamor, uma entrega verdadeira de nossas vidas nos braços do Pai, que nos abençoará.

É preciso que estejamos consagrados. Nascer novamente em Deus, pertencer a Ele. Em I João, vemos no capítulo 5, versos 18 e 19: “Sabemos que todo aquele que é nascido em de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno”.

Confiar. Acreditar que o Senhor proverá todas as nossas necessidades. “Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará a tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente. Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei” (Salmos, 91 – 9 a 14). Aleluia! Isso é promessa de Deus para nossas vidas. Precisamos ser verdadeiros em nossa adoração. Deus nos observa pelo íntimo, no oculto. Nos vê conforme o nosso coração e o nosso caminhar.

No Salmo 139, rei Davi clama a Deus: “Sonda-me, o Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. E Ele responde a esse clamor. Sua voz pode ser ouvida através do profeta, em Jeremias 17, quando declara: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações”.

Devemos nos preparar para receber as bençãos que pedimos a Deus, porque Ele as dá. Por amor e em cumprimento de nossos pedidos o Senhor nos lava, torce, espreme toda transgressão e edifica a Sua vontade. O poder Dele é infinitamente maior do que podemos imaginar e nos toca em proporções ilimitadas. E isso (o cumprimento da vontade de Deus) muitas vezes faz com que vejamos a “vida cômoda e tranqüila” que temos descer ralo abaixo e surgir a cada dia, um homem, uma mulher, edificados pelo Espírito Santo (II Pedro, 5.10 e 11)

Porém, Jesus nos alerta que não estamos livres da perseguição. O inimigo nos odeia mais e mais quanto maior é nossa fé e nossa servidão ao Senhor (veja João 15.20 a 27). A vida cristã é uma luta, o caminho é estreito. Buscar a salvação, nossa e de nossos irmãos, é uma guerra contra as trevas. Mas que fique bem claro que a quem tememos é exclusivamente ao Senhor. O papel das trevas nessa história é tremer, tremer quando declaramos em alta voz que somos filhos de Deus, salvos pelo sangue de Jesus.

Como vemos o povo de Deus?

“Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” (João 8 – 11).

Em quantos momentos não nos surpreendemos condenando nossos irmãos? Ou melhor, nós não nos surpreendemos. Crentes, cientes, cristãos, mas presos à nossa ótica humana e critica, que nos faz sentir confortáveis e donos de um juízo que, não conhecemos, mas fazemos questão de exercer. Criticamos nossos amigos, nossos familiares, o pastor, os irmãos, somos detalhistas em reparar cada ponto de falha e pecado… e não olhamos para nossos próprios atos.

“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, que és, que julgas o próximo?” (Tiago 3 – 11 e 12).

E quando de noite oramos, pedimos a Deus que nos perdoe, que não venha com sua ira sobre nós e que nos restaure com seu amor. Clamamos a Deus que esqueça nossos erros, que livre nosso mal, que corrija nossos passos, limpe o nosso erro e principalmente, ficamos desejosos de que o Pai não nos castigue.

Se Jesus em um ato simples e sereno, não julgou a mulher adúltera surpreendida em pecado (João 8 – 1:11), quem somos então, para proprietários de uma falsa verdade e um coração endurecido, apontar o dedo e julgar nossos irmãos pelos seus erros? Se Deus não julgou, não condenou, ao contrário, perdoou, porque nós achamos que somos cabíveis na cadeira de juízes? Talvez porque isso nos seja confortável. Talvez porque seja essa a maneira que encontramos, para colocar sobre nosso irmão, a lama que nos envolve, o pecado que nos acomete.

A Bíblia nos fala que “Onde abundou o pecado superabundará a graça”. Rotineiramente nos arrependemos prostrados diante de Deus, clamando por sua misericórdia, pelo seu amor, pelas suas bênçãos. Mas nos esquecemos de amar o nosso irmão, de orar pela sua vida e pedir a Deus que o salve, edifique, abençoe. Jesus morreu crucificado para nos salvar, isso não basta? Precisamos mesmo colocar outras vidas como sacrifício em nosso lugar?

Quem somos nós? Muitas vezes não me vejo como filho do amor de Deus. Sinto-me tão quebrantado em minhas orações quanto um muro de concreto, orando sem fervor, sem luz… mas lá no fundo, consciente de que aquela oração mesmo fria – porém perseverante – é capaz de quebrar muralhas em Jericó e mover montanhas (ALELUIA!). E oro crente, pedindo ao Pai misericórdia, porque vejo o quanto sou pequeno, que não sei orar, mas que o Espírito Santo de Deus intercede pela minha vida com gemidos inexprimíveis (leia a carta de Paulo aos Romanos, no capítulo 8 – 26:30).

“Disse Jesus a seus discípulos: É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm!” (Lucas 17.1).

Quem somos nós afinal? Pecadores da língua e criaturas no mundo ou somos renascidos em Cristo e herdeiros da salvação pelo sangue de Jesus? Essa é uma questão que nos cabe responder e mais do que falar e proclamar o evangelho de Deus, precisamos antes vivê-lo, em espírito e em verdade (Tiago 1 – 22). Mais do que corrigir nossos irmãos e apontar-lhes o caminho, precisamos juntos percorre-lo rumo à vitória.

Oremos e vigiemos pelas nossas vidas. Há uma legião de demônios aguardando uma pequena brecha. Quanto às vidas de nossos irmãos, intercedamos e amemo-las.

“Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” (I João 4 – 20 e 21).

* (Outras referências de leitura: Mateus 5.43:48, Mateus 18.21:22, Tiago 1.27, Lucas 11.13, Tiago 3.6, I João 2.6, Apocalipse 3.19)