Fogueira das verdades


por Luiz Henrique Matos

Vaidade: 1. Qualidade do que é vão, ilusório. 2. Desejo imoderado de atrair admiração. 3. Frivolidade, fatuidade, presunção (Dicionário Aurélio).

“O Senhor conhece os pensamentos do homem; sabe que são vaidade.” (Salmos 94.11).

Onde quer que estejamos, em qualquer hora do dia, se nossas atitudes, postura ou pensamentos estão voltados e preocupados com o que os outros pensam ou entendem a nosso respeito, isso é vaidade.

Fazemos para os outros ou fazemos para Deus? Se ao orar, ao louvar e exaltar ao Senhor pensamos em “fazer bonito” diante da igreja, não é exatamente ao Deus vivo que estamos adorando. Da mesma forma, se não é o Senhor que conseguimos enxergar através do operar de seu Espírito na vida de um ministro ou irmão dentro e fora da igreja, é a vaidade que está em nossos corações.

Só para nos situarmos pela Bíblia, veja a ocasião em que Paulo e Barnabé estavam Listra (Atos 14). Enquanto Paulo pregava viu um homem aleijado e vendo que este tinha fé para ser curado, disse-lhe para que se levantasse, o homem saiu andando e saltando. Quando todos ali viram o que Paulo fizera, começaram a dizer entre si que aqueles dois (Paulo e Barnabé) eram deuses na forma de homens e começaram a trazer-lhes ofertas e desejavam oferecer-lhes sacrifício (versículos 8 a 13). Mas vejamos a atitude deles:

“Quando, porém, os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isto, rasgaram as suas vestes e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Senhores, por que fazeis estas coisas? Nós também somos homens, de natureza semelhante à vossa, e vos anunciamos o evangelho para que destas práticas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar, e tudo quanto há neles; o qual nos tempos passados permitiu que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos. Contudo não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo-vos de mantimento, e de alegria os vossos corações. E dizendo isto, com dificuldade impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.” (Atos 14.14:18).

Paulo e Barnabé, como homens de Deus, não permitiram que lhe atribuíssem aquele feito, não podiam atrair admiração para si, porque essa não lhes era devida.

Independente das vitórias e do operar de Deus em nossas vidas, não temos glória ou direito algum senão o que Ele mesmo nos dá. Como filhos, nós podemos cantar, podemos dançar, gritar, pular, sorrir, chorar e até ficar em silêncio, somos livres para isso. Na presença do Senhor somos quebrantados e tocados pelo Seu amor e se o nosso coração se alegra em agir dessa forma é porque somos tocados pelo Pai, então façamos para honra, louvor e glória dEle.

“Louvem-lhe o nome com danças, cantem-lhe louvores com adufe e harpa.” (Salmos 149.3).

Não importa o quê ou de que forma fazemos, temos o livre arbítrio. Podemos por exemplo, nos vestir como gostamos, entoar os cânticos que nos alegram, podemos tocar o instrumento que desejamos no ritmo que mais nos agrada, mas desde que o façamos sem vaidade. E da mesma forma, mas em diferentes contextos cabem nossas vidas no trabalho, na escola, no púlpito, na rua, no trânsito ou simplesmente sozinhos em casa… trocando uma lâmpada.

A verdade é que não devemos nos apegar a rituais religiosos e humanos. Jesus mesmo em diversas ocasiões os rompeu para que nos desprendêssemos de tradições (consulte os evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas ou João).

“Ora, o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.” (2 Corintios 3.17).

Não é importante se sua igreja é tradicional ou é “do fogo”, não importa se todos estão engravatados, chorando, gritando ou cantando um hino do século passado em corinho. Entenda uma coisa, Deus não olha para a reunião, Deus olha para você, Deus não quer saber do coletivo, Ele quer ver o individual. E é esse “individual”, essa motivação em cada um de nós, que vai de fato, transformar o todo.

Portanto, independente de onde você estiver, Ele estará com você (Salmo 139.7:10), independente de como você estiver, Ele vai te amar. Ele não olha o que você faz, mas sabe a intenção com que você realizou. Ele não olha para o seu corpo, mas para o coração. Deus não quer uma igreja, Ele quer um culto.

Humildade: 1. Virtude que nos dá o sentimento de nossa fraqueza. 2. Modéstia. 3. Submissão. (Fonte: Mini-dicionário Aurélio).

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