A estrada da vida


por Luiz Henrique Matos

Você já errou o caminho alguma vez? Eu já, várias. Contrariando a velha regra masculina, o meu senso de direção não se sente lá muito à vontade comigo. Quem me conhece sabe, se eu aponto para uma direção indicando algum lugar, ele provavelmente fica do lado oposto. Norte, sul, leste… tanto faz, tenho convicção de que tudo está sempre à minha frente.

Acontece principalmente quando viajo de carro. Demoro três ou quatro viagens até aprender ou decorar as saídas, quilômetros, estradas e direções. O problema é que raramente vou três ou quatro vezes para um mesmo lugar e quando percebo, já é tarde, estou perdido.

E então, nessas horas, só nessas horas, resolvo prestar atenção nas placas, lamento por não ter trazido um mapa, procuro alguém para perguntar a direção correta e tento conter o desespero. E vejo, ao meu lado, minha esposa com aquela expressão nada surpresa de quem já esperava isso acontecer e imagino em suas mãos aquela plaquinha que vemos nos estádios de futebol com a frase: “Eu já sabia!”.

Mas, antes fosse apenas nas estradas. O pior é que acontece também na vida. Quantas e tantas não foram as vezes que me perdi?

Na verdade, nascemos e “aprendemos” sozinhos essa direção oposta. E nisso somos bons. Nunca perguntamos antes aos que já conhecem o caminho, não somos muito adeptos à leitura de mapas, tampouco nos dedicamos a seguir as orientações preventivas das placas e quando nos damos conta, lá estamos: perdidos.

Mas, aprendemos também que nunca é tarde demais, há sempre um retorno, existe uma saída, uma orientação que nos dirige de volta à estrada que leva a um destino acolhedor.

Na verdade, para ambos os casos, só temos uma solução: a conversão.

Está perdido? Errou o caminho? Passou do ponto? Desviou-se do plano? Então pare, concentre-se e lembre onde foi que errou. E perceba que existe um Caminho que o conduzirá novamente ao seu destino de paz.

“Você não pode impedir que um pássaro voe sobre sua cabeça, mas pode impedi-lo de fazer um ninho em cima dela” (Martinho Lutero).

Ninguém gosta de estar perdido e tenho certeza de que da mesma forma, ninguém faz isso de propósito. Mas uma vez em tal situação, a única opção é voltar ao lugar onde nos desviamos e recomeçar a viagem.

O desvio acontece quando acreditamos que somos capazes de chegar em algum lugar sozinhos. E acontecerá sempre que formos acometidos por esse ímpeto de independência. Mas existem algumas escolhas que podemos fazer e que nos ajudam a seguir a direção certa. São justamente as mesmas que rejeitamos quando insistimos em “assumir o volante”.

Uma delas é andar com pessoas que conhecem essa estrada melhor do que nós, elas poderão nos orientar sobre o Caminho. A outra, é consultar o que está registrado à respeito do trajeto, como mapas e escrituras, que vão iluminar o chão e nos conduzir sobre a Verdade. E por fim, é sempre bom seguir as orientações que recebemos ao longo do percurso, o que só aprendemos com as experiências da Vida.

O Caminho, a Verdade e a Vida, nada se compara a praticar o exercício de conhece-lo em nos detalhes e ser conduzidos para o único destino que está reservado para nós desde o princípio: a eternidade.

Que saber em que direção Ele está? Norte, sul, leste… tanto faz, tenho sempre a convicção de que está acima de mim, nos altos céus. E sei também que é estreito, por vezes espinhento, outras escuro. Mas durante a claridade, nós podemos seguir suas pegadas sobre a Terra e na escuridão vemos a sua lâmpada nos orienta.

E no seu fim, bem, no seu fim não é preciso esforço para observar a Luz que brilha radiante e nos aguarda para o dia da glória, quando iremos ao seu encontro.

“Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais, como podemos conhecer o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:5-6).

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